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30 de outubro é dia nacional de alerta para doenças reumáticas
Saúde

30 de outubro é dia nacional de alerta para doenças reumáticas

30 de outubro é dia nacional de alerta para doenças reumáticas

Cerca de 15 milhões de brasileiros sofrem com alguma das mais de 120 doenças reumáticas, e a informação é uma importante arma contra estas que são atualmente a principal causa de afastamento do trabalho ou aposentadoria precoce por doença.

Esta é a opinião do renomado reumatologista, Dr. Carmo de Freitas, que em 52 anos de carreira acumula o notável número de mais de 45 mil pacientes atendidos.

É fundamental que a população esteja informada sobre as doenças reumáticas. As pessoas precisam saber que dor frequente nas articulações (por mais de dois a três meses), que melhoram com o movimento e pioram com o repouso, pode ser um sinal de reumatismo, que se não diagnosticado precocemente pode levar à incapacidade física”, alerta.

Segundo o médico, que acompanhou a evolução da reumatologia tendo sido o primeiro da área em Uberlândia e começado a atender na época em que sequer havia exames para complementação diagnóstica, há mitos que perduram até os dias de hoje, como, por exemplo, a velha história de que doença reumática é coisa de idoso.

Dr. Carmo Gonzaga de Freitas é membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia

“Boa parte das doenças reumáticas podem surgir entre 35 e 40 anos, e acometer inclusive crianças. As mais frequentes em adultos são oesteoartrite (artrose), artrites, espondiloartrites (como espondilite anquilosante, que pode ser manifestar por uma simples dor nas costas); e em crianças, é artrite idiopática juvenil”, informa.

Ainda segundo Dr. Carmo de Freitas, as doenças reumáticas têm caráter sistêmico (afetam todo o organismo – não somente as juntas, como se costuma pensar) e são em geral doenças crônicas, que evoluem para incapacidade, deformidades, lesões em diversos órgãos, como: coração, pele, rins, pulmão, etc, exigindo, muitas vezes, um tratamento contínuo,  e o acompanhamento é fundamental para garantir qualidade de vida ao paciente e evitar também o efeito colateral de medicamentos.

“Não adianta ir ao médico uma vez e seguir se automedicando. A doença reumática exige acompanhamento, de preferência, de um médico de confiança que passe a conhecer o contexto de vida do paciente, uma vez que o diagnóstico é clínico e os exames são somente complementares”, ressalta.

Dr. Carmo Gonzaga de Freitas é membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia e atende de segunda a sexta-feira no Hospital Santa Genoveva, em Uberlândia. O telefone de contato é 34 3236-8344 / 3236-9164.

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