Diabetes gera mais de US$ 1 trilhão em gastos globais e segue cercado por desinformação

Saúde em Pauta

Diabetes gera mais de US$ 1 trilhão em gastos globais e segue cercado por desinformação
Diabetes gera mais de US$ 1 trilhão em gastos globais e segue cercado por desinformação

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Diabetes gera mais de US$ 1 trilhão em gastos globais e segue cercado por desinformação

No Dia Nacional do Diabetes (26/06), especialista explica alguns aspectos pouco conhecidos sobre a doença, que ainda é cercada de mitos e desinformação. 

O diabetes é atualmente uma das doenças crônicas mais comuns no mundo, afetando milhões de pessoas de todas as idades. Segundo a 11ª edição do Atlas da Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), divulgada em 2025, cerca de 589 milhões de adultos vivem com diabetes no mundo, o equivalente a uma em cada nove pessoas. A projeção é que esse número alcance 853 milhões até 2050. Apenas em 2024, a doença foi responsável por 3,4 milhões de mortes e gerou um impacto econômico superior a US$ 1 trilhão em gastos globais com saúde.

Segundo a Dra. Marina Cunha, professora da pós-graduação em Endocrinologia da Afya Vitória, o diabetes exige atenção, mas não precisa ser motivo de medo “Quanto mais as pessoas entenderem o diabetes, mais fácil será prevenir complicações e viver com qualidade.” afirma a especialista.

Apesar de sua alta prevalência, o diabetes ainda é cercado por dúvidas e desinformação. Muitas pessoas desconhecem os fatores de risco, os sintomas iniciais e até mesmo as formas de prevenção da doença. Além disso, uma parcela significativa dos casos permanece sem diagnóstico, o que aumenta o risco de complicações graves, como problemas cardiovasculares, insuficiência renal, perda da visão e danos neurológicos.

Por isso, a especialista reforça a importância do acompanhamento médico regular, da adoção de hábitos saudáveis e do acesso à informação de qualidade como ferramentas fundamentais para o controle da doença. “O conhecimento é uma das principais ferramentas no combate ao diabetes. Quando a pessoa entende os fatores de risco, reconhece os sinais de alerta e busca acompanhamento adequado, aumentam significativamente as chances de prevenção, diagnóstico precoce e controle eficaz da doença”, destaca a Dra. Marina.

Divulgação

Embora o diabetes seja uma das doenças mais comentadas, ainda há muitos mitos e informações equivocadas sobre o tema. A médica da Afya Vitória esclarece cinco pontos fundamentais, explicando o que é fato e o que é mito quando o assunto é essa condição:

1 O diabetes não é apenas causado pelo consumo de açúcar

Muita gente ainda acredita que o diabetes surge apenas por comer doces em excesso, mas a realidade é bem mais complexa. O diabetes tipo 2, que é o mais comum, está relacionado principalmente ao acúmulo de gordura na barriga, a chamada gordura visceral. Isso acontece quando há excesso de calorias na alimentação, especialmente com comidas ultraprocessadas, junto com o sedentarismo.

Além disso, existe uma predisposição genética, ou seja, quando há casos de diabetes na família. Essa gordura na região central do corpo faz com que o organismo fique resistente à insulina, o hormônio que ajuda a controlar o açúcar no sangue. Com o tempo, essa resistência faz a glicose aumentar.Já o diabetes tipo 1 é diferente: trata-se de uma doença autoimune, em que o próprio corpo destrói as células que produzem insulina. Sem insulina, a glicose não consegue entrar nas células e acaba se acumulando no sangue.

2. Existem diferentes tipos de diabetes

Os tipos mais conhecidos de diabetes são o tipo 1 e o tipo 2, mas existem também outras formas importantes, como o diabetes gestacional, que surge durante a gravidez, e alguns tipos mais raros de origem genética, como o MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young), que afeta a secreção de insulina, e as lipodistrofias, nas quais há alterações na distribuição e no depósito de gordura corporal. Cada tipo de diabetes possui mecanismos fisiopatológicos, manifestações clínicas e abordagens terapêuticas específicas, o que torna o diagnóstico médico preciso fundamental para um tratamento adequado e individualizado.

3. Pessoas com diabetes podem, sim, ter uma vida normal

Com acompanhamento médico e hábitos saudáveis, é possível viver bem. Hoje, graças aos avanços tecnológicos e aos novos medicamentos, os pacientes conseguem controlar a glicemia de forma muito mais prática e segura e levar uma vida com qualidade e longe das complicações e desfechos desfavoráveis. Educação em saúde e monitoramento são fundamentais para manter o controle glicêmico.

4. Exercícios físicos ajudam no controle da glicose

A prática regular de atividade física aumenta a sensibilidade à insulina, auxilia na regulação do peso corporal e, consequentemente, contribui para a estabilidade dos níveis de glicose no sangue. O exercício é um verdadeiro aliado do controle metabólico, atuando quase como um “remédio natural” para o corpo. No entanto, o acompanhamento profissional é fundamental para ajustar a intensidade e prevenir episódios de hipoglicemia, especialmente em pessoas que utilizam medicação.

5. O diagnóstico precoce faz toda a diferença

Muitas pessoas descobrem o diabetes apenas quando surgem complicações. É importante fazer exames de rotina, especialmente se há histórico familiar, sobrepeso ou outros fatores de risco. Em muitos casos, a hiperglicemia leve ou que se eleva lentamente pode não se manifestar com sintomas claros, e a demora do diagnóstico leva a complicações. Por isso, costuma-se dizer que “o diabetes não se mede, se sente”. Detectar a doença precocemente permite um controle mais eficaz e a prevenção de danos aos rins, aos olhos e ao coração.

Sobre a Afya 

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br.


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