Vai levar seu pet para o Carnaval? Veterinário orienta cuidados antes, durante e depois da folia
O Carnaval é sinônimo de alegria, música e muita movimentação nas ruas. E, nos últimos anos, tornou-se cada vez mais comum ver tutores levando seus cães para aproveitar os bloquinhos e eventos ao ar livre. Apesar de ser um momento divertido, é fundamental lembrar que os pets possuem necessidades e limites diferentes dos humanos. Planejamento e atenção são indispensáveis para garantir que a experiência seja segura e positiva.
De acordo com especialistas em medicina veterinária, o primeiro passo é avaliar o perfil do animal. Nem todo pet se sente confortável em ambientes barulhentos e cheios de pessoas. Cães mais tímidos, idosos, filhotes ou com problemas de saúde podem sofrer estresse intenso, o que impacta diretamente o bem-estar físico e emocional.
Antes de sair de casa
A preparação começa ainda no lar. Manter a rotina do animal é essencial: horários de alimentação, descanso e passeios não devem ser alterados drasticamente. Também é indispensável verificar se a vacinação, o controle de pulgas e carrapatos e o vermífugo estão em dia.
Outro ponto importante é a identificação. Coleiras com plaquinhas contendo nome do pet e telefone do tutor reduzem riscos em caso de fuga. Microchipagem, quando disponível, é uma medida ainda mais segura.
Fantasiar o animal pode ser divertido, mas é preciso cuidado. Roupas apertadas, quentes ou com acessórios pequenos podem causar desconforto, alergias ou até acidentes por ingestão de peças soltas.
Atenção ao calor e ao barulho
O calor é um dos maiores vilões durante o Carnaval. Diferentemente das pessoas, os cães não transpiram como nós e dependem da respiração para regular a temperatura corporal. Exposição prolongada ao sol pode provocar hipertermia, desidratação e queimaduras nas patas, especialmente em pisos quentes.
A recomendação é buscar sempre locais com sombra, oferecer água fresca com frequência e fazer pausas regulares. Passeios nos horários de sol mais ameno — início da manhã ou fim da tarde — são mais seguros.
O som alto também merece atenção. A audição dos cães é muito mais sensível, e ruídos intensos podem gerar medo, ansiedade e até danos auditivos. Se o pet demonstrar sinais de estresse, como tremores, respiração ofegante excessiva, tentativa de fuga ou agressividade, o ideal é retirá-lo imediatamente do ambiente.
Alimentação e petiscos
Durante a folia, é comum que pessoas ofereçam alimentos ao animal. Essa prática deve ser evitada. Comidas humanas, principalmente temperadas ou gordurosas, podem causar vômitos, diarreia e intoxicações. O tutor deve levar a ração habitual e petiscos apropriados para cães, mantendo a dieta equilibrada.
Depois do bloco
Os cuidados não terminam quando a festa acaba. Ao retornar para casa, é indicado dar banho no pet para remover sujeiras, resíduos químicos da rua, bactérias e fungos que podem provocar irritações na pele. Também é importante verificar patas, orelhas e pelagem em busca de machucados, espinhos ou parasitas.
Oferecer água e uma alimentação leve ajuda na recuperação da energia. Caso o animal apresente sintomas como apatia, falta de apetite, vômito, diarreia ou coceira excessiva, a orientação é procurar um médico veterinário.
Diversão com responsabilidade
Levar o pet para o Carnaval pode, sim, ser uma experiência agradável, desde que o tutor respeite os limites do animal e priorize sua saúde. Ambientes adequados, hidratação constante, proteção contra o sol e atenção ao comportamento do pet são atitudes simples que fazem toda a diferença.
Mais do que incluir o animal na festa, o verdadeiro cuidado está em garantir que ele esteja confortável e seguro. Afinal, a folia deve ser sinônimo de alegria para todos — inclusive para os companheiros de quatro patas.

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