Além dos benefícios físicos, prática combina movimento, concentração, coordenação e respiração; especialistas destacam a importância da atividade física na promoção do envelhecimento saudável
O Dia Mundial do Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, chama a atenção para uma das principais causas de perda progressiva de memória e de outras funções cognitivas entre pessoas idosas. A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa que pode comprometer memória, linguagem, orientação, comportamento e, com a evolução, a capacidade de realizar atividades do cotidiano.
Embora fatores como idade, genética e histórico familiar tenham papel importante no desenvolvimento da demência, pesquisas científicas apontam que diversos fatores relacionados ao estilo de vida e à saúde ao longo da vida podem ser modificados. Entre eles estão a prática regular de atividade física, o controle de doenças cardiovasculares e metabólicas, a manutenção de vínculos sociais e a redução do sedentarismo.
É nesse contexto que o Método Pilates pode ocupar um espaço importante dentro de uma estratégia mais ampla de promoção da saúde e envelhecimento ativo.
O Pilates é uma modalidade que trabalha, de maneira integrada, força muscular, mobilidade, equilíbrio, coordenação motora, respiração, concentração e consciência corporal. Para pessoas mais velhas, esses componentes podem contribuir para a manutenção da capacidade funcional e da independência, além de ajudar na prevenção de quedas e na realização das atividades de vida diária.
“Quando falamos em Pilates para pessoas idosas, não estamos pensando apenas em fortalecer músculos. Cada exercício exige atenção, controle do movimento, coordenação, orientação espacial e participação ativa da pessoa. Existe uma combinação importante entre estímulo físico e cognitivo”, explica o fisioterapeuta e professor universitário Luiz Fernando Alves de Castro, diretor clínico do Instituto Move, em Araxá.
Pilates pode ajudar na prevenção do Alzheimer?
É importante fazer uma distinção: o Pilates não é capaz de prevenir ou curar sozinho a doença de Alzheimer. Entretanto, a prática regular de exercícios físicos faz parte de um estilo de vida associado à manutenção da saúde cerebral e à redução de diversos fatores de risco relacionados ao declínio cognitivo.
A atividade física contribui para a saúde cardiovascular, melhora da capacidade funcional, força muscular, equilíbrio e mobilidade. Esses benefícios são especialmente relevantes durante o envelhecimento, quando a redução da atividade física pode desencadear um ciclo de perda de força, insegurança para se movimentar, maior risco de quedas e redução da independência.
“O cérebro não funciona isoladamente do restante do organismo. Cuidar da circulação, da força, do equilíbrio, da mobilidade, do sono, da alimentação e manter uma vida socialmente ativa faz parte de um cuidado integral com o envelhecimento. O Pilates pode ser uma das ferramentas dentro desse conjunto de estratégias”, destaca Luiz Fernando.
Movimento também é estímulo para o cérebro
Uma característica interessante do Pilates é a necessidade de atenção e concentração durante a execução dos exercícios.
Ao realizar um movimento, o praticante precisa compreender uma orientação, organizar o corpo, controlar a respiração, perceber a posição dos segmentos corporais e executar a tarefa de maneira coordenada. Essa interação entre movimento e atenção torna a atividade diferente de simplesmente realizar movimentos de forma automática.
Em pessoas idosas, atividades que combinam componentes físicos e cognitivos podem ser especialmente interessantes para a manutenção da funcionalidade.
“O Pilates trabalha o corpo, mas também exige que a pessoa esteja presente naquele movimento. Ela precisa prestar atenção, compreender o exercício, controlar a respiração e perceber o próprio corpo. É uma forma de estimular diferentes capacidades simultaneamente”, explica o fisioterapeuta.
Isso não significa que o Pilates substitua a estimulação cognitiva ou o tratamento médico e multiprofissional do Alzheimer. A proposta é complementar: manter a pessoa fisicamente ativa e funcional pode contribuir para que ela preserve, pelo maior tempo possível, sua participação nas atividades cotidianas.
Equilíbrio e prevenção de quedas
Com o avanço da idade, alterações na força muscular, mobilidade, equilíbrio e coordenação podem aumentar o risco de quedas. Para uma pessoa idosa, uma queda pode representar muito mais do que uma lesão física: pode provocar medo de caminhar, redução da atividade física, perda de autonomia e isolamento social.
O Pilates possui exercícios que podem ser adaptados para trabalhar equilíbrio, força dos membros inferiores, estabilidade do tronco, mobilidade articular e coordenação.
“Uma pessoa que consegue levantar da cadeira, caminhar com segurança, subir alguns degraus, manter o equilíbrio e realizar suas atividades pessoais tem maior possibilidade de preservar sua independência. Por isso, trabalhar a capacidade funcional é fundamental”, afirma Luiz Fernando.
A intensidade e a complexidade dos exercícios devem ser ajustadas individualmente, considerando idade, condição física, limitações musculoesqueléticas, doenças associadas e nível de comprometimento cognitivo.
E para quem já tem Alzheimer?
O diagnóstico de Alzheimer não significa que a pessoa deva deixar de se movimentar. Pelo contrário, a atividade física supervisionada pode fazer parte do cuidado multiprofissional.
No caso de pessoas com comprometimento cognitivo, o profissional precisa adaptar a sessão, utilizar comandos simples, estabelecer uma rotina e priorizar exercícios seguros e significativos para aquele indivíduo. Mais importante do que buscar movimentos complexos é permitir que a pessoa participe ativamente da atividade, respeitando seu nível de compreensão e suas capacidades.
“Para quem já apresenta alterações cognitivas, o objetivo não é fazer a pessoa executar uma sequência difícil de exercícios. O objetivo é proporcionar movimento com segurança, estimular capacidades preservadas e favorecer funcionalidade, autonomia e qualidade de vida”, explica o fisioterapeuta.
A presença de um familiar ou cuidador também pode ser importante em determinadas situações, especialmente quando existem alterações mais significativas de memória, orientação ou comportamento.
Pilates e envelhecimento ativo
O envelhecimento saudável envolve muito mais do que não ter doenças. Significa preservar, dentro das possibilidades de cada pessoa, a capacidade de movimentar-se, tomar decisões, participar da sociedade e realizar atividades que tenham significado em sua vida.
Por isso, a prática de exercícios deve ser encarada como parte de uma rotina de cuidados, ao lado de acompanhamento médico, alimentação adequada, sono de qualidade, controle da pressão arterial, diabetes e colesterol, estímulo intelectual, convivência social e acompanhamento das demais condições de saúde.
Cinco motivos para incluir o movimento na rotina do idoso
1. Manutenção da força muscular:
Exercícios regulares ajudam a combater a perda de força associada ao envelhecimento e favorecem a realização das atividades diárias.
2. Equilíbrio e prevenção de quedas:
O treinamento de equilíbrio, coordenação e estabilidade pode contribuir para uma movimentação mais segura.
3. Mobilidade e flexibilidade:
Manter as articulações em movimento favorece a independência funcional e a execução de tarefas do cotidiano.
4. Estímulo à atenção e concentração:
Exercícios que exigem compreensão, coordenação e controle corporal também envolvem participação cognitiva durante sua execução.
5. Mais autonomia e qualidade de vida:
Manter-se fisicamente ativo pode ajudar o idoso a continuar participando de atividades familiares, sociais e pessoais.
Instituto Move: referência em Pilates em Araxá
Em Araxá, o Instituto Move – Fisioterapia e Pilates atua com o Método Pilates associado à fisioterapia, com foco na prevenção, reabilitação funcional, promoção da saúde e qualidade de vida.
Sob direção clínica do fisioterapeuta Luiz Fernando Alves de Castro, o Instituto trabalha com atendimento individualizado e propostas adaptadas às necessidades de cada paciente, incluindo pessoas idosas.
Um dos destaques é o MOVE 60+, programa desenvolvido especialmente para o público com 60 anos ou mais, com horários diferenciados, atendimento especializado e condições especiais. A proposta utiliza o Pilates e exercícios terapêuticos supervisionados para trabalhar aspectos como força, equilíbrio, mobilidade, flexibilidade, segurança para caminhar e independência funcional.
“Nosso propósito com o MOVE 60+ é oferecer ao idoso um ambiente seguro e acolhedor, no qual ele possa se exercitar respeitando suas características e limitações. Mais do que fazer exercício, queremos ajudar essa pessoa a continuar se movimentando, convivendo, participando e vivendo com autonomia”, destaca Luiz Fernando.
O Instituto Move reforça que o cuidado com o envelhecimento deve começar antes que as limitações apareçam. Movimentar-se é uma forma de cuidar do corpo, preservar a funcionalidade e contribuir para uma vida mais ativa e independente.
Siga no Instagram: @institutomove

Endereço: Av. Pref. Aracely de Paula, 1514 – Centro, Araxá – MG, 38184-024 – Araxá Telefone: (34) 3662-2435 ou (34) 99842-2358







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