Cresol – Outubro
Menopausa e osteoporose: como o Pilates pode ajudar a proteger os ossos e preservar a qualidade de vida
Saúde

Menopausa e osteoporose: como o Pilates pode ajudar a proteger os ossos e preservar a qualidade de vida

Menopausa e osteoporose: como o Pilates pode ajudar a proteger os ossos e preservar a qualidade de vida

Com a redução do estrogênio, mulher passa por mudanças que podem afetar massa óssea, força muscular, equilíbrio e mobilidade. Exercícios bem orientados podem ajudar na prevenção de perdas e na manutenção da independência funcional.

A menopausa representa uma importante fase de transição na vida da mulher. Além das mudanças hormonais e dos sintomas que podem acompanhar esse período, como ondas de calor, alterações do sono, fadiga e mudanças na composição corporal, existe uma preocupação que merece atenção especial: a saúde dos ossos.

A redução dos níveis de estrogênio após a menopausa está relacionada ao aumento da remodelação óssea e à aceleração da perda de massa óssea, especialmente nos primeiros anos após a última menstruação. Com o passar do tempo, esse processo pode contribuir para o desenvolvimento de osteopenia e osteoporose e aumentar o risco de fraturas.

É nesse contexto que a atividade física assume papel fundamental.

Entre as estratégias que podem fazer parte do cuidado da mulher nessa fase está o Método Pilates, desde que aplicado de maneira individualizada e por profissional capacitado, considerando idade, condição física, histórico clínico, presença de osteopenia ou osteoporose e eventual histórico de fraturas.

Pilates: movimento como ferramenta de prevenção

O Pilates trabalha princípios como concentração, controle, respiração, precisão, centralização e movimento consciente. Na mulher que atravessa a menopausa, esses elementos podem contribuir para melhorar aspectos importantes relacionados à saúde musculoesquelética.

O treinamento pode favorecer o fortalecimento muscular, a mobilidade articular, a estabilidade do tronco, a postura, a coordenação motora e o equilíbrio.

E esses fatores têm relação direta com a saúde óssea e com a prevenção de quedas.

Uma mulher com melhor força muscular, equilíbrio e controle corporal tende a apresentar melhores condições funcionais para realizar suas atividades cotidianas e enfrentar situações que poderiam resultar em perda de equilíbrio.

No entanto, é importante fazer uma ressalva: Pilates não deve ser apresentado como substituto de exercícios de força ou como tratamento isolado da osteoporose. Para estimular adequadamente o tecido ósseo, programas de exercício precisam considerar estímulos mecânicos apropriados, incluindo exercícios resistidos e, quando seguros e indicados, atividades com sustentação de peso e impacto.

O Pilates pode ser uma importante ferramenta dentro desse programa, principalmente quando bem planejado e associado às demais estratégias de cuidado.

E quando a mulher já tem osteoporose?

Aqui está um dos pontos mais importantes.

Ter osteoporose não significa que a mulher deva deixar de se exercitar. Pelo contrário: o exercício físico é parte importante do cuidado, mas precisa ser prescrito e acompanhado de acordo com o risco individual.

Na osteoporose, o fisioterapeuta deve avaliar fatores como força muscular, mobilidade, postura, equilíbrio, histórico de quedas, presença de dor, limitações funcionais, nível de condicionamento e existência ou não de fraturas vertebrais ou outras fraturas por fragilidade.

A partir dessa avaliação, o Pilates pode ser adaptado para trabalhar:

  • fortalecimento dos membros inferiores;
  • fortalecimento de musculatura do tronco;
  • estabilidade e controle corporal;
  • equilíbrio e coordenação;
  • mobilidade de forma segura;
  • consciência postural;
  • melhora da capacidade funcional;
  • estratégias para redução do risco de quedas.

Em mulheres com osteoporose estabelecida, especialmente na presença de fraturas vertebrais, é necessário cuidado especial com determinados movimentos e cargas. Flexões e rotações excessivas da coluna, por exemplo, podem precisar ser modificadas ou evitadas, dependendo da avaliação clínica.

Por isso, não existe um “Pilates para osteoporose” igual para todas as mulheres. Existe um programa individualizado de exercícios para aquela mulher com osteoporose.

Fortalecer músculos também é cuidar dos ossos

O sistema musculoesquelético funciona de maneira integrada.

Quando o músculo é submetido a estímulos adequados de resistência, ocorre adaptação muscular e são produzidas forças sobre o sistema ósseo. A prática regular de exercícios, portanto, ajuda a preservar força e funcionalidade e pode contribuir para a manutenção da saúde óssea.

Mas o objetivo vai muito além da densidade mineral óssea.

Para uma mulher na menopausa, manter força significa também conseguir levantar-se de uma cadeira, subir escadas, carregar compras, caminhar, brincar com os filhos ou netos e realizar suas atividades de vida diária com mais segurança e autonomia.

Essa é uma das grandes contribuições da fisioterapia: olhar para a pessoa não apenas pelo diagnóstico, mas pela sua capacidade de viver.

Pilates e prevenção de quedas

Uma fratura relacionada à osteoporose frequentemente acontece após uma queda.

Por isso, prevenir quedas é uma das estratégias mais importantes para mulheres com maior risco de fraturas.

O Pilates pode contribuir nesse processo por meio do treinamento de equilíbrio, coordenação, controle do centro de massa, consciência corporal e fortalecimento dos membros inferiores.

O trabalho de equilíbrio pode ser progressivo, começando com exercícios mais estáveis e avançando conforme a capacidade da paciente.

Essa abordagem é especialmente relevante com o avanço da idade, quando alterações de força, visão, equilíbrio e velocidade de reação podem aumentar a possibilidade de quedas.

E os sintomas da menopausa?

A prática regular de exercício físico também pode contribuir para a saúde global da mulher durante o climatério e a menopausa.

O exercício pode ajudar na manutenção da massa muscular, controle do peso corporal, capacidade cardiovascular, disposição, qualidade do sono e saúde mental.

O Pilates, por sua característica de integrar movimento, respiração, concentração e controle corporal, pode ainda proporcionar uma experiência de exercício que muitas mulheres consideram mais confortável e sustentável.

Mas é importante compreender que Pilates não trata a queda hormonal da menopausa. Quando houver indicação de terapia hormonal ou de outras intervenções médicas, essa decisão deve ser individualizada pelo médico.

O fisioterapeuta atua de forma complementar, utilizando o movimento e o exercício como ferramentas terapêuticas.

Alimentação, exames e exercício: prevenção precisa ser completa

A prevenção da osteoporose não depende de uma única estratégia.

Uma abordagem adequada envolve alimentação equilibrada, ingestão adequada de cálcio e proteínas, níveis adequados de vitamina D, exposição solar conforme orientação, abandono do tabagismo, moderação no consumo de álcool e prática regular de exercícios.

A avaliação médica também é fundamental.

A densitometria óssea (DXA) é o principal exame utilizado para avaliar a densidade mineral óssea e auxiliar no diagnóstico da osteoporose. A indicação do exame depende da idade e dos fatores de risco de cada mulher.

Quando a osteoporose já está diagnosticada, o exercício deve fazer parte de um plano de cuidado que pode envolver médico, fisioterapeuta, nutricionista e outros profissionais de saúde.

Instituto Move: movimento, prevenção e qualidade de vida

Em Araxá, o Instituto Move trabalha com uma proposta de cuidado que coloca o movimento e a funcionalidade no centro da atenção fisioterapêutica.

Na abordagem da mulher durante a menopausa, o Pilates pode ser utilizado como uma ferramenta para trabalhar força, mobilidade, equilíbrio, postura e capacidade funcional, sempre respeitando as características individuais de cada paciente.

Para mulheres com osteopenia ou osteoporose, a avaliação fisioterapêutica é especialmente importante para definir quais exercícios são adequados, quais movimentos precisam ser adaptados e qual progressão de carga pode ser utilizada com segurança.

O objetivo não é simplesmente fazer a mulher “se exercitar”.

É fazer com que ela se movimente melhor, tenha mais força, confiança e autonomia e possa continuar realizando as atividades que fazem parte da sua vida.

Menopausa não precisa significar perda de autonomia

A menopausa é uma etapa natural da vida. O envelhecimento também.

O que não deve ser considerado natural é perder força, equilíbrio e independência sem buscar alternativas para preservar essas capacidades.

Cuidar dos ossos começa antes da primeira fratura.

Cuidar dos músculos começa antes da perda significativa de força.

E cuidar da autonomia começa antes de ela ser comprometida.

Por isso, mulheres que estão chegando à menopausa ou que já passaram por essa fase devem conversar com seus profissionais de saúde sobre estratégias de prevenção e manutenção da saúde musculoesquelética.

Pilates, fortalecimento muscular, exercícios de equilíbrio, alimentação adequada, acompanhamento médico e avaliação fisioterapêutica podem formar uma importante rede de proteção para essa nova fase da vida.

No Instituto Move, o movimento é utilizado como ferramenta para ajudar a mulher a atravessar essa fase com mais segurança, força, consciência corporal e qualidade de vida.

Instituto Move — movimento para viver melhor, em todas as fases da vida.

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