A primeira capacitação acontece nesta semana e será destinada aos psicólogos da rede municipal de Educação. O encontro abordará a violência digital, tema que tem preocupado cada vez mais os profissionais que atuam no atendimento às mulheres e adolescentes. A formação será conduzida pela psicóloga do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), que apresentará estudos e estratégias para que os participantes atuem como multiplicadores da temática das escolas.
Segundo a subsecretária municipal de Assistência Social, Cristiane Gonçalves Pereira, preparar os profissionais é uma das principais estratégias para fortalecer a rede de enfrentamento à violência. “Antes de chegar à delegacia, muitas mulheres passam por uma unidade de saúde, pela escola dos filhos, pelo CRAS ou conversam com um profissional de confiança. Por isso, é fundamental que todos saibam identificar sinais que muitas vezes não são verbalizados e estejam preparados para acolher sem julgamentos, respeitando o tempo de cada mulher”, explica Cristiane.
Ao longo da campanha, outras capacitações também serão realizadas com educadores, profissionais da saúde, assistência social e forças de segurança. O objetivo é qualificar a atuação da rede para reconhecer os diferentes tipos de violência, acolher as vítimas de forma humanizada, evitar a revitimização e garantir os encaminhamentos corretos.
“Quando uma mulher encontra uma rede qualificada, ela encontra segurança, respeito e esperança. Além da proteção imediata, ela passa a ter acesso ao acompanhamento psicológico, assistência social, orientação jurídica, atendimento em saúde e oportunidades para reconstruir sua autonomia e seu projeto de vida.
O Agosto Lilás 2026 é resultado de uma construção coletiva que reúne diferentes secretarias municipais, especialmente as áreas de Assistência Social, Saúde, Educação e Esporte, além do CRAM, dos serviços da rede socioassistencial, da Rádio Patrulha de Proteção à Mulher (RpPM) da Polícia Militar, instituições do sistema de justiça, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, instituições de ensino e organizações da sociedade civil.
“Essa união demonstra que o enfrentamento à violência contra a mulher exige corresponsabilidade e uma atuação integrada entre todos os setores da sociedade”, conclui Cristiane.

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