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Os perigos da automedicação
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Os perigos da automedicação

Os perigos da automedicação

Doentes crônicos estão entre os que mais utilizam medicamentos por conta própria. E ainda: você sabia que fazer uso conjunto de álcool e paracetamol pode levar à morte?

“De médico e louco todo mundo tem um pouco”, diz o ditado que se refere à um assunto preocupante no Brasil. Culturalmente, a população brasileira tem o hábito de se automedicar e, mais do que isso, de prescrever para outras pessoas medicamentos que foram bons para si.

O reumatologista, Dr. Carmo de Freitas, conta que especialmente na sua área é muito comum encontrar pacientes que se automedicam pelo fato de terem doenças crônicas. “Muitos pacientes que têm doenças dadas como incuráveis acham que podem fazer uso de medicações por conta e risco. A pessoa usa e não sente nada e esquece que o medicamento possui uma indicação, mas várias contraindicações, como hemorragias, hipertensão, lesões hepáticas e renais, problemas sanguíneos como alteração na coagulação e na produção de glóbulos brancos e vermelhos. Quando chega a aparecer o problema, muitas vezes já passou o momento em que seria possível um tratamento”.

Paracetamol e álcool: uma combinação que pode ser fatal!

Um dos medicamentos mais utilizados por conta e risco é o paracetamol. Indicado para o alívio temporário de dores leves a moderadas associadas a gripes e resfriados comuns, dor de cabeça, dor de dente, dor nas costas, etc, etc e etc, ele pode acarretar sérios danos ao organismo se ingerido junto com álcool. Lembra daquela ressaca? O paracetamol alivia a dor de cabeça, mas nesse caso também envenena seu fígado e rins, como afirma Dr. Carmo de Freitas: “Paracetamol não é um medicamento simples do qual se pode fazer uso de qualquer maneira e sem nenhum controle clínico e laboratorial. Seu uso é contraindicado formalmente junto com ingestão de álcool, porque assim é hepatotóxico e nefrotóxico”.

O médico lembra que todo e qualquer medicamento possui dois efeitos: o benéfico que se pretende com o seu uso; e o colateral. “É como a vida: sempre existem no mínimo dois lados. Um medicamento específico para um problema pode acarretar outro. Pode ser excelente para uma pessoa e um veneno para sua irmã gêmea. Existem quantidades e periodicidades para administrá-lo. Portanto, seja qual for – antitussígeno, analgésico, antibiótico ou outro, devemos ter em mente que são substâncias químicas, naturais ou não, sintetizadas, que em algum momento podem causar um efeito colateral”.

E ainda tem o Dr. Google…

Para somar à esta cultura bem brasileira da automedicação, Dr. Google também tem seu papel nessa história. “Quando um paciente chega ao consultório, em geral, já possui seu próprio diagnóstico encontrado muitas vezes na internet. E quando recebe outro diagnóstico diferente daquele que acredita ser o seu, não aceita. Além disso, o fato de já vir poli medicado interfere nos exames laboratoriais e na avaliação clínica, dificultando o diagnóstico e podendo desencadear problemas graves e até levar à morte”, afirma Dr. Carmo de Freitas.

Segundo o especialista, todos devem ter um médico generalista. “Se houver algum problema devem sempre procurar um mesmo médico. É uma segurança, pois esse médico terá conhecimento do funcionamento do seu organismo, quais são suas reações e saberá inclusive quando for necessário indicar um especialista em alguma área”.

 

Fonte: www.cicloassessoria.com

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