Hidratação, proteção solar e cuidados simples ajudam a prevenir envelhecimento precoce, infecções e câncer de pele
O aumento da exposição ao sol, das atividades ao ar livre e das altas temperaturas no verão exige uma mudança de postura nos cuidados com a pele. Segundo a dermatologista Dra. Gisele Basso Esteves Pires, da Unimed Araxá, a estação não combina com descuido. “A pele até gosta do sol, mas definitivamente não de exageros”, afirma. Pequenas atitudes no dia a dia fazem diferença tanto no conforto imediato quanto na prevenção de problemas a longo prazo.
Hidratação
A hidratação é um dos pontos centrais. No calor, o organismo perde líquidos com mais facilidade, o que compromete também a pele. “Mesmo graus leves de desidratação já prejudicam a função de barreira da pele, que é justamente o que nos protege”, explica a médica. Além de beber água com frequência, ela orienta atenção aos banhos. Embora relaxantes, os banhos muito quentes removem os lipídios naturais da pele, favorecendo ressecamento, coceira e irritações. “No verão, banhos mornos ou frios são mais adequados e ainda ajudam a aliviar o calor”, diz.
Após o banho, a hidratação tópica ajuda a manter a proteção natural da pele. Óleos de banho, cremes e loções adequados ao tipo de pele, aplicados com a pele ainda levemente úmida, contribuem para reduzir a perda de água e aumentar a resistência às agressões externas. “A hidratação regular melhora a função da pele. Pele hidratada reclama menos do calor”, observa Dra. Gisele. Barreiras físicas também entram nesse conjunto de cuidados, como roupas leves, chapéus, bonés, óculos escuros e a busca por sombra, especialmente entre 10h e 16h, quando a radiação ultravioleta é mais intensa.

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Protetor solar
O uso diário do protetor solar é outro cuidado indispensável. De acordo com a dermatologista, ele não deve ser restrito à praia ou à piscina. “Cerca de 80% do envelhecimento visível da pele está relacionado à exposição solar acumulada ao longo da vida”, ressalta. A recomendação é optar por filtros de amplo espectro, com FPS mínimo de 30, reaplicados a cada duas horas ou após suor intenso e mergulhos. Além de prevenir manchas e rugas precoces, o protetor solar é uma das principais ferramentas na prevenção do câncer de pele.
Entre os pontos frequentemente esquecidos está o couro cabeludo. A dermatologista chama atenção para o risco aumentado nessa região, sobretudo em pessoas com cabelos ralos ou calvície. “É uma área muito exposta ao sol, e os tumores ali costumam ser diagnosticados mais tardiamente”, alerta. Chapéus, bonés e filtros solares específicos ajudam a reduzir esse risco. No verão, também cresce a incidência de micoses, favorecidas por calor, suor e umidade. Coceira persistente, manchas, descamação, ardor e alterações nas unhas são sinais que merecem avaliação médica.
Câncer de pele
O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil, representando cerca de 30% dos tumores malignos diagnosticados no país. Nem sempre ele surge de forma evidente. “Pode aparecer como uma ferida que não cicatriza, uma lesão que sangra facilmente ou uma mancha que cresce lentamente”, explica a médica, destacando ainda a importância de observar pintas que mudam de cor, tamanho ou formato. Apesar da gravidade, o diagnóstico precoce garante altas chances de cura.
Para Dra. Gisele Basso Esteves Pires, cuidar da pele no verão não precisa ser complexo. “Água, proteção solar, hidratação e um pouco de bom senso já fazem uma enorme diferença”, conclui.






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