Julho Dourado: vacinação de pets cresce no Brasil e reforça combate a zoonoses fatais 

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Julho Dourado: vacinação de pets cresce no Brasil e reforça combate a zoonoses fatais 
Julho Dourado: vacinação de pets cresce no Brasil e reforça combate a zoonoses fatais 

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Julho Dourado: vacinação de pets cresce no Brasil e reforça combate a zoonoses fatais

Com cobertura vacinal atingindo 78% no país e superando a meta em Minas Gerais, especialista destaca a imunização como barreira essencial para proteger animais e seres humanos. 

Neste mês é celebrado o Julho Dourado, data dedicada à conscientização sobre a saúde animal e prevenção de zoonoses. O tema chama atenção para doenças que podem ser transmitidas entre animais e seres humanos e reforça um dos principais pontos da prevenção, que é a vacinação dos animais de estimação.

Além de proteger cães e gatos contra doenças potencialmente fatais, a imunização representa uma estratégia essencial para reduzir os riscos à saúde coletiva. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação antirrábica continua sendo uma das medidas mais eficazes para impedir a circulação do vírus da raiva, doença que apresenta letalidade próxima de 100% após o surgimento dos sintomas.

Em 2025 os dados mostram avanço na cobertura vacinal no Brasil alcançou cerca de 78% de cobertura na vacinação antirrábica de cães e gatos, índice superior ao registrado em anos anteriores e resultado da retomada das campanhas em praticamente todo o país. Em Minas Gerais, a cobertura ultrapassou os 80%, atingindo a meta preconizada pelo Ministério da Saúde para reduzir o risco de circulação da doença.

A médica veterinária e professora da Afya São João del Rei, Dra. Sylvia Rocha Silveira Pires, comenta que a vacinação é uma das principais ferramentas da medicina veterinária preventiva. “Ela protege cães e gatos contra diversas doenças infecciosas, muitas delas graves e potencialmente fatais, contribuindo para uma vida mais saudável e com maior qualidade de vida. Além da proteção individual dos animais, a vacinação tem um importante papel na saúde pública, pois reduz a circulação de agentes infecciosos e ajuda a prevenir zoonoses, que são doenças transmitidas dos animais para os seres humanos. Quando mantemos um número elevado de animais vacinados, diminuímos significativamente o risco de surtos e protegem toda a comunidade”.

O dado representa uma evolução importante quando comparado ao histórico da última década. Entre 2012 e 2018, menos de 70% dos municípios brasileiros conseguiram atingir a meta mínima de vacinar 80% da população canina estimada. O desempenho foi prejudicado, principalmente, por atrasos na produção e distribuição das vacinas, além de dificuldades na organização das campanhas em alguns estados. Em 2019, por exemplo, a vacinação antirrábica ocorreu de forma excepcional apenas em áreas consideradas de maior risco para a doença, abrangendo estados do Nordeste e regiões de fronteira com a Bolívia.

Créditos: Magnific

A especialista destaca que entre as zoonoses de maior importância no Brasil, a raiva continua sendo uma das mais preocupantes por apresentar letalidade praticamente de 100% em animais e seres humanos. Sendo uma condição totalmente prevenível por meio da vacinação. Além da raiva, outras zoonoses, como a leishmaniose visceral, a leptospirose e algumas doenças transmitidas por ectoparasitas, também exigem atenção constante.

“A vacinação desempenha papel fundamental na interrupção ou redução da circulação de diversos agentes infecciosos. No caso da leptospirose, por exemplo, a imunização diminui o risco de adoecimento dos cães e reduz a eliminação da bactéria no ambiente, contribuindo para a proteção de outros animais e das pessoas. Já a vacinação antirrábica é reconhecida como uma das medidas de saúde pública mais eficazes para o controle da raiva”, complementa Afya.

Principais vacinas para os pets

Dra Sylvia Pires informa que o calendário vacinal de cães e gatos deve ser iniciado entre a sexta e oitava semana de idade, período em que é aplicada a primeira dose das vacinas essenciais. Em seguida, devem ser realizados reforços a cada 3 ou 4 semanas até que o filhote complete aproximadamente 16 semanas de idade.

“Todos os cães e gatos devem receber as chamadas vacinas essenciais, independentemente de viverem exclusivamente dentro de casa ou terem acesso à rua. Para os cães, são consideradas essenciais a vacina múltipla (V8 ou V10), que protege contra doenças como cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa, adenovirose, parainfluenza e leptospirose, além da vacina antirrábica. Para os gatos, as vacinas essenciais incluem a tríplice felina (V3) ou, conforme a avaliação do médico-veterinário, a quádrupla (V4) ou a quíntupla (V5), que conferem proteção contra panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose e, nas versões ampliadas, também contra clamidiose e leucemia viral felina (FeLV). A vacinação antirrábica também é indispensável aos felinos”.

Um mito bastante comum é que cães e gatos que vivem exclusivamente dentro de casa também não precisam ser vacinados. “Isso não é verdade. Vírus e bactérias podem ser introduzidos no ambiente por meio de roupas, calçados, objetos ou pelo contato indireto com outros animais. Além disso, situações inesperadas, como fugas, viagens ou internações veterinárias, podem expor o pet a agentes infecciosos”, conclui a docente da Afya.

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