Infecção por HPV é principal causa do câncer do colo do útero, reforça ginecologista
O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país registra cerca de 17 mil novos casos por ano. A principal causa da doença é a infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), responsável por praticamente 100% dos casos.
Diante desse cenário, a ginecologista do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), Caroline Xavier, reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
O que é o HPV e como ele é transmitido?
O HPV é um vírus transmitido principalmente por contato sexual, incluindo relações com ou sem penetração. É uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. A maioria das pessoas terá contato com o vírus em algum momento da vida, muitas vezes sem apresentar sintomas.
Qual a relação do HPV com o câncer do colo do útero?
Existem diversos tipos de HPV, mas alguns subtipos de alto risco estão diretamente associados ao desenvolvimento de lesões precursoras que, se não tratadas, podem evoluir para câncer. A infecção persistente pelo vírus é o principal fator para essa progressão.
Por que o exame preventivo é tão importante?
“O exame preventivo, conhecido como Papanicolau, permite identificar alterações nas células do colo do útero antes que elas se transformem em câncer. Mesmo mulheres vacinadas devem manter o acompanhamento regular, porque a vacina protege contra os principais tipos do vírus, mas não contra todos”, explica Caroline Xavier.
O Ministério da Saúde recomenda que mulheres entre 25 e 64 anos realizem o exame periodicamente, conforme orientação médica.
A vacina contra o HPV é segura?
A vacina contra o HPV é considerada segura e eficaz, com ampla comprovação científica. No Brasil, ela é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos na faixa etária recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações, além de grupos específicos.
Caroline reforça a importância da prevenção contínua.
“Prevenção salva vidas. Se você tem vida sexual ativa, mantenha seu exame preventivo em dia. Se estiver na faixa etária indicada, procure a unidde de saúde para se vacinar. Informação e cuidado caminham juntos.”







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