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Morre Oscar Schmidt, maior nome da história do basquete brasileiro, aos 68 anos
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Morre Oscar Schmidt, maior nome da história do basquete brasileiro, aos 68 anos

Morre Oscar Schmidt, maior nome da história do basquete brasileiro, aos 68 anos

Morre Oscar Schmidt, maior nome da história do basquete brasileiro, aos 68 anos

O Brasil e o mundo do esporte amanheceram mais silenciosos nesta sexta-feira (17). Morreu, aos 68 anos, Oscar Daniel Bezerra Schmidt, o eterno “Mão Santa”, maior ídolo da história do basquete brasileiro e um dos maiores pontuadores de todos os tempos no esporte mundial. A causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada.

Segundo informações iniciais, Oscar passou mal e foi encaminhado a uma unidade de saúde em São Paulo, onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu. A notícia provocou uma onda imediata de comoção entre atletas, dirigentes, fãs e autoridades esportivas no Brasil e no exterior.

Natural de Natal (RN), Oscar construiu uma carreira lendária ao longo de 25 anos nas quadras. Reconhecido mundialmente por sua precisão nos arremessos, recebeu o apelido de “Mão Santa” e se tornou o maior pontuador da história do basquete, com impressionantes 49.703 pontos — marca que atravessa gerações e permanece como referência no esporte.

Pela Seleção Brasileira, Oscar protagonizou momentos históricos. Foram cinco participações em Jogos Olímpicos consecutivos (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996), consolidando-se como o maior pontuador da história olímpica do basquete, com 1.093 pontos. Em Seul-1988, alcançou um feito memorável ao marcar 55 pontos em uma única partida contra a Espanha — recorde que se mantém até hoje.

O auge coletivo com a camisa verde e amarela veio nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na ocasião, liderou o Brasil em uma vitória histórica sobre os Estados Unidos por 120 a 115, resultado que marcou a primeira derrota dos norte-americanos em casa na competição e entrou para a história como um dos maiores feitos do esporte brasileiro.

Reprodução

Além da seleção, Oscar teve passagens marcantes por clubes no Brasil, na Itália e na Espanha, sempre sendo protagonista e referência técnica. Mesmo com propostas para atuar na NBA, optou por manter sua trajetória fora da liga norte-americana, preservando sua elegibilidade para defender a seleção brasileira — uma escolha que reforçou ainda mais sua identificação com o país.

Após encerrar a carreira, seguiu como embaixador do basquete, palestrante e figura ativa na promoção do esporte. Em 2013, foi introduzido no Hall da Fama do Basquete, reconhecimento máximo de sua contribuição à modalidade.

Oscar Schmidt deixa um legado que vai além dos números. Sua dedicação, carisma e amor pelo basquete ajudaram a popularizar o esporte no Brasil e inspiraram gerações de atletas.

A despedida de “Mão Santa” marca o fim de uma era — mas sua história permanecerá viva nas quadras, nas arquibancadas e na memória de todos que acompanham o esporte.

CDK – Permuta
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