Deseja saber dicas de saúde para cuidar bem de você e de sua família, a fim de conquistar maior bem-estar e qualidade de vida? Aqui, você tem acesso a dicas de saúde relacionadas a alimentação, atividade física, saúde e bem-estar e também diversas curiosidades. Além de conhecer os principais profissionais de Araxá e região.
Dias frios podem afetar sua pressão arterial?
Especialista explica a relação entre as baixas temperaturas ea saúde cardiovascular
Com a chegada do inverno, aumentam os relatos de pessoas que percebem a pressão arterial mais elevada. A impressão não é apenas coincidência, as baixas temperaturas podem, de fato, favorecer esse aumento e elevar o risco de complicações cardiovasculares, especialmente entre idosos, pessoas com hipertensão e pacientes com doenças do coração.
Segundo a Dra. Rosangeles Konrad, médica e professora de pós-graduação em Cardiologia da Afya Brasília, a queda da temperatura faz com que o organismo acione mecanismos naturais para preservar o calor corporal. Um dos principais é a vasoconstrição, processo em que os vasos sanguíneos se contraem para reduzir a perda de calor pela pele. Com isso, o sangue encontra maior resistência para circular, provocando uma elevação temporária da pressão arterial. Embora essa seja uma resposta fisiológica normal, ela pode representar um risco para quem já convive com doenças cardiovasculares.
“Quando somos expostos ao frio, o organismo ativa mecanismos para preservar a temperatura corporal. A queda da temperatura da pele é percebida por termorreceptores, que estimulam o sistema nervoso simpático e provocam a contração dos vasos sanguíneos. Essa vasoconstrição reduz a perda de calor, mas aumenta a resistência à passagem do sangue, fazendo com que o coração trabalhe mais para manter a circulação. Como consequência, a pressão arterial pode subir entre 5 e 30 mmHg na pressão sistólica e entre 5 e 15 mmHg na diastólica, aumentando o risco para pessoas com hipertensão, doenças cardiovasculares ou outros fatores de risco”, explica a especialista.
Além da resposta natural do organismo, hábitos comuns durante o inverno também contribuem para esse cenário. A redução da prática de atividades físicas, o aumento do consumo de alimentos ricos em sódio e gorduras e a menor ingestão de água favorecem o descontrole da pressão arterial e sobrecarregam o sistema cardiovascular.

Divulgação
Risco maior de infarto e AVC
Os meses mais frios também costumam registrar aumento nas internações por infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). A elevação da pressão arterial, associada ao aumento da viscosidade do sangue e ao maior esforço do coração para manter a circulação, favorece a ocorrência desses eventos.
A cardiologista explica que o frio pode funcionar como um fator desencadeante em pessoas que já apresentam maior vulnerabilidade cardiovascular. “O frio, por si só, não causa infarto ou AVC, mas pode atuar como um gatilho em pessoas que já apresentam alguma vulnerabilidade cardiovascular. O aumento da pressão arterial e da carga de trabalho do coração pode desestabilizar placas de gordura nas artérias, elevar o estresse sobre os vasos e aumentar a demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco, favorecendo a ocorrência desses eventos. Esse risco é maior em pessoas com aterosclerose, hipertensão ou outros fatores de risco cardiovasculares”, afirma.
Embora qualquer pessoa possa apresentar aumento da pressão nos dias frios, alguns grupos merecem atenção especial:
- Pessoas com hipertensão arterial;
- Idosos;
- Pacientes com histórico de infarto, AVC ou insuficiência cardíaca;
- Pessoas com diabetes;
- Pessoas com obesidade;
- Portadores de doença renal crônica.
Como evitar alterações na pressão durante o inverno?
Segundo a médica da Afya, algumas medidas simples ajudam a reduzir os impactos das baixas temperaturas sobre o sistema cardiovascular. Entre elas estão medir a pressão regularmente, evitar exposição prolongada ao frio intenso, manter uma alimentação equilibrada com pouco sal, hidratar-se adequadamente, mesmo quando a sede diminui, e continuar praticando atividades físicas, de preferência em ambientes protegidos das temperaturas mais baixas.
Para a docente, pequenas elevações da pressão arterial durante o inverno merecem atenção, especialmente entre pessoas que já apresentam fatores de risco. “Muitas pessoas acreditam que sentir mais frio ou perceber a pressão um pouco mais alta não é motivo de preocupação. No entanto, quem é hipertenso, idoso ou possui doença cardiovascular precisa redobrar os cuidados. A contração dos vasos sanguíneos provocada pelo frio tende a ser mais intensa nesses grupos, aumentando o risco de complicações. Como a hipertensão, na maioria das vezes, não causa sintomas, o ideal é reforçar o automonitoramento da pressão arterial e manter o acompanhamento médico regular durante os meses mais frios. Estudos mostram que o inverno está associado ao aumento da morbimortalidade por doenças cardiovasculares e respiratórias, reforçando a importância desses cuidados.”
Quando procurar atendimento?
A pressão alta geralmente não provoca sintomas. No entanto, alguns sinais podem indicar uma elevação importante da pressão arterial ou uma emergência cardiovascular, como dor intensa no peito, falta de ar, dor de cabeça muito forte, alterações na visão, tontura persistente ou fraqueza em um dos lados do corpo. Nesses casos, a orientação é procurar assistência médica imediatamente.
A especialista reforça que um dos maiores erros é esperar que os sintomas desapareçam sozinhos. Dor no peito, dificuldade para respirar, perda de força ou alterações neurológicas nunca devem ser ignoradas. Quanto mais rápida a avaliação médica, maiores são as chances de evitar sequelas e salvar vidas.
Embora o frio não seja a única causa do aumento da pressão arterial, ele favorece alterações no organismo que elevam o risco cardiovascular, principalmente entre pessoas mais vulneráveis. Por isso, manter hábitos saudáveis, seguir corretamente o tratamento, monitorar a pressão arterial e realizar acompanhamento médico são medidas fundamentais para atravessar o inverno com mais segurança e proteger a saúde do coração.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações AQUI
Facebook
Twitter
Google+
YouTube