Banhos quentes no inverno exigem cuidados com a pele

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Banhos quentes no inverno exigem cuidados com a pele
Banhos quentes no inverno exigem cuidados com a pele

Nathália Cândida é fisioterapeuta com especialização em Dermatofuncional e Ozônioterapia. Possui uma grande experiência em tratamentos estéticos. Sua trajetória tem revelado seu marcante espírito empreendedor e inovador em tratamentos de estética corporal e facial.

Estudos apontam que tempo demais debaixo do chuveiro quente prejudica a barreira de proteção da pele

Com o começo do inverno, é natural que, devido às temperaturas mais baixas, as pessoas passem a tomar banhos mais quentes. Se a sensação do chuveiro com maior temperatura é de aquecimento diante do frio, é preciso tomar cuidado: se o banho for muito demorado, ele contribuir para problemas relacionados à pele.

Segundo um estudo publicado pela revista Physiological Reports, de 2026, a imersão em água quente pode trazer benefícios pontuais à saúde de adultos saudáveis, em marcadores como pressão arterial e frequência cardíaca de repouso, ainda que mais pesquisas sejam necessárias. Porém, banhos muito quentes e prolongados podem comprometer a barreira de proteção da pele, favorecendo coceira, descamação e agravamento de dermatites, entre outros problemas.

Sílvia Maria Nascimento Ferreira, médica e professa da pós-graduação em Dermatologia da Afya Educação Médica Curitiba, explica que alguns cuidados são necessários para que o banho quente aqueça sem prejudicar a saúde da pele. Para ela, o conforto térmico exige uma certa cautela.

Foto: Divulgação

O que acontece com a pele humana quando exposta, por muito tempo, à água quente?

“A água muito quente remove a gordura natural que temos na pele para a nossa proteção, a chamada barreira cutânea. Quando essa proteção é perdida, a pele fica mais ressecada, sensível e propensa a coceiras, descamações e irritações. Em algumas pessoas, especialmente as que já tem a pele mais seca ou situações como a de uma dermatite ou rosácea, o banho quente pode agravar os sintomas. Essa exposição maior à água em maior temperatura aumenta também a perda de água da pele, favorecendo um ressecamento típico de inverno”.

Existe uma temperatura “ideal” para o banho no inverno? E o tempo de banho, há algum limite do quanto a pessoa pode se expor?

“O ideal é um banho morno, entre 36 e 37 graus, o que é próximo gordura natural do corpo. Quanto ao tempo de banho, a recomendação é que ele dure algo entre 5 e 10 minutos. Banhos mais longos ou muito quentes tiram mais a temperatura natural promovem o ressecamento. Uma dica importante é notar se a pele, após o banho, está muito avermelhada, pois isso indica que a água estava quente demais.

Cabe lembrar que, no inverno, o banho quente traz uma sensação de conforto, sim, mas a pele costuma pagar o preço por esse conforto. Por isso, é possível pensar em pequenas mudanças na temperatura da água, deixando-a mais morna e ficando menos tempo debaixo do chuveiro. É importante também priorizar uma rotina de hidratação com sabonetes menos agressivos e hidratantes específicos, que tanto deixam a pele saudável no inverno quanto a preparam para o verão, quando as pessoas se expõem mais”.

Quais produtos a pessoa pode utilizar para manter a pele hidratada e protegida durante o inverno, minimizando os riscos do banho quente?

“É importante investir em hidratantes que tenham como ingredientes ceramidas, glicerina, ureia em baixa concentração, ácido hialurônico, manteiga de karité, entre outros. O ideal é aplicar o hidratante nos primeiros cinco minutos após o banho, pois a pele ainda está úmida e isso ajuda a reter mais água. Vale a pena também optar por sabonetes syndets, que não possuem detergentes muito fortes. Outra opção são óleos de limpeza, que ajudam a hidratar durante o banho e não remove muito da proteção natural da pele. Pessoas que têm a pele muito seca, muito sensível, se beneficiam bastante desses produtos mais específicos”.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações AQUI!

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Nathália Cândida é fisioterapeuta com especialização em Dermatofuncional e Ozônioterapia. Possui uma grande experiência em tratamentos estéticos. Sua trajetória tem revelado seu marcante espírito empreendedor e inovador em tratamentos de estética corporal e facial.

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