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O Grupo Corpo apresenta em Araxá, nos dias 1 e 2 de agosto
Cultura

O Grupo Corpo apresenta em Araxá, nos dias 1 e 2 de agosto

O Grupo Corpo apresenta em Araxá, nos dias 1 e 2 de agosto

O Grupo Corpo apresenta em Araxá, nos dias 1 e 2 de agosto, Piracema, obra criada para celebrar os 50 anos da companhia, comemorados em 2025, e Parabelo, um dos balés mais marcantes de seu repertório, inspirado na cultura e na musicalidade do sertão.

Vinte e oito anos separam as estreias dos balés que o Grupo Corpo leva a Araxá. Mas ambos têm suas raízes na cultura brasileira e dialogam com temas ligados ao território, à natureza e às suas manifestações.

PIRACEMA, coreografia de Rodrigo Pederneiras e Cassi Abranches, que abre a noite, comemorou os 50 anos de atividades do Grupo Corpo em 2025. Com música especialmente criada por Clarice Assad, seus três movimentos sugerem uma viagem pela natureza, pelo mundo urbanizado e por uma distopia que pode, ou não, ser revertida. Sua ideia central, a árdua jornada dos cardumes rio acima para desovar, torna-se metáfora do recomeço constante da criação, da urgência e da determinação.

PARABELO, coreografia de Rodrigo Pederneiras criada em 1997, nasceu da parceria entre Tom Zé e José Miguel Wisnik, autores de uma trilha que reúne cantos de trabalho e devoção, ecos do baião e uma elaborada trama de ritmos. Dela emerge uma coreografia de intensa força expressiva, marcada pelo jogo de cintura, pela precisão da marcação dos pés e por uma linguagem profundamente brasileira, que o próprio coreógrafo define como “a mais brasileira e regional” de suas criações.

Além de aproximar diferentes momentos da trajetória do Grupo Corpo, as duas obras revelam processos criativos distintos. Piracema inaugurou a parceria de Rodrigo com Cassi, que em 2025 se tornou também coreógrafa residente da companhia. Os dois trabalharam paralelamente, criando cada um seu balé, e reuniram suas concepções apenas dois meses antes da estreia, em um método ousado proposto pelo diretor artístico Paulo Pederneiras. Parabelo, por sua vez, representa um momento marcante da maturidade artística da companhia, aliando a linguagem coreográfica desenvolvida ao longo de décadas a uma das trilhas mais originais já criadas para o Grupo Corpo.

Durante sua passagem por Araxá, o Grupo Corpo promove atividades gratuitas voltadas à formação e ao diálogo com a comunidade local. No dia 31 de julho, pela manhã, bailarinos da companhia ministram um workshop fundamentado nos princípios da linguagem desenvolvida por Rodrigo Pederneiras, destinado a bailarinos de nível médio e avançado. O workshop será realizado em parceria com a Escola de Dança CSD, no teatro do Colégio São Domingos, em duas turmas: das 9h às 11h e das 11h10 às 13h10.
Inscrições em: corpoloja.com.br
(Vagas limitadas)
Informações: contato@corpoloja.com.br

Reprodução

Também no dia 31 de julho, às 19h, será realizado um ensaio aberto no Teatro CBMM Centro Cultural UNIARAXÁ, destinado a instituições sociais e de ensino. As instituições interessadas em participar podem solicitar inscrição pelo e-mail grupocorpo@grupocorpo.com.br.

O patrocínio é da CBMM, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, e da CEMIG, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

PIRACEMA – 2025

Coreografia: Rodrigo Pederneiras e Cassi Abranches
Música: Clarice Assad
Cenografia: Paulo Pederneiras
Figurino: Susana Bastos e Marcelo Alvarenga
Iluminação: Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras
(duração: 37 minutos)

Uma inovação radical no método de trabalho dos dois criadores – Rodrigo e Cassi – neste Piracema. Um desafio e tanto, a partir da proposta do diretor artístico Paulo Pederneiras. Com a companhia dividida em dois grupos de 11 bailarinos, cada um dos coreógrafos criou e ensaiou independentemente todo o balé. “não vimos nada um do outro, para depois reunir e combinar as duas versões”, revela Cassi Abranches. “Deu um frio na barriga, mas topamos a proposta do Paulo e a dança cumpriu seu papel integrador”. A obra combinada resulta inteira, desafiadora, “uma terceira via”, define Rodrigo.

O balé traduz a música de Clarice Assad que, dividida em três grandes movimentos, traça um arco que se inicia no tribal, no ambiente natural intocado, passa pela polifonia sinfônica do clássico e termina no eletrônico, urbano, contemporâneo, com uma orquestra de cordas, o percussionista Keita Ogawa e participações especiais como a de seu pai, o grande violonista e compositor Sérgio Assad. “Usei bastante minha voz em harmonias vocais e até lancei mão, na terceira parte, de ruídos e sons criados por inteligência artificial”.

O diretor artístico Paulo Pederneiras, que assina cenário e iluminação (essa, em parceria com Gabriel Pederneiras, diretor técnico do grupo), foi buscar, para a cenografia, um material inusitado: são 82 mil tampas de latas de sardinha cobrindo o fundo (de 16m x 7m) e as pernas (laterais do cenário), montadas sobre redes.  Os figurinos foram criados pelos irmãos Susana Bastos, artista e estilista, e Marcelo Alvarenga, arquiteto, designers do escritório Alva Design. Foi a primeira vez que os dois criaram para dança e trouxeram uma cartela de cores terrosas, com detalhes em prata e em cores fortes nas malhas justas de base, e os cortes têm sutis enchimentos nos quadris e nos ombros; em seguida, as malhas se tingem de azul e, finalmente, de prata.

PARABELO – 1997

coreografia: Rodrigo Pederneiras
música: Tom Zé e Zé Miguel Wisnik
cenografia: Fernando Velloso e Paulo Pederneiras
figurino: Freusa Zechmeister
iluminação: Paulo Pederneiras
(duração: 42 minutos)

Sertaneja e contemporânea, como a trilha composta por Tom Zé e José Miguel Wisnik, PARABELO é a obra que Rodrigo Pederneiras define como “a mais brasileira e regional” de suas criações. Estreado em 1997, o balé nasce dos cantos de trabalho e devoção, da memória cadenciada do baião e de uma rica trama de ritmos que se transforma em uma coreografia de grande força expressiva, marcada pelo jogo de cintura e pela precisãi da marcação dos pés.

A cenografia de Fernando Velloso e Paulo Pederneiras inspira-se nos ex-votos das igrejas do interior brasileiro. Dois grandes painéis estruturam o espaço cênico e reforçam a atmosfera da obra. Nos figurinos, Freusa Zechmeister cria um jogo entre contenção e explosão. Na primeira parte, a intensidade das cores permanece velada por um delicado tule negro, revelando apenas as sapatilhas. No desfecho do balé, as malhas coloridas se libertam desse véu e ocupam o palco em toda a sua intensidade, acompanhando a energia e a celebração que conduzem o espetáculo ao seu final.

TEATRO CBMM – CENTRO CULTURAL UNIARAXÁ
1 e 2 de agosto
sábado, 19h • domingo, 17h

Ingressos: Sympla
Inteira R$40,00    Meia: R$20,00
* Assentos não numerados
Classificação indicativa: Livre
Informações: 31 – 3221.7701

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